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Uso unilateral X bilateral

Temos dois ouvidos, certo?! Isso não é por acaso. Para que nosso sistema auditivo funcione bem precisamos da informação sonora de ambos os ouvidos para que chegue de forma completa no cérebro e seja melhor interpretada.
Quando o paciente possui perda nos dois ouvidos, o ideal é o uso de dois aparelhos auditivos para se ter um resultado mais positivo.
Porém muitas pessoas optam em começar o uso apenas em um ouvido, mesmo tendo a perda auditiva nos dois ouvidos. Isso pode ser feito e o uso de um aparelho auditivo já irá ajudar bastante o deficiente auditivo. Porém deve-se ter conciência de que o ideal é o uso bilateral para se ter um resultado melhor e que muitas vezes com aparelho apenas, apesar do paciente notar a melhora, não fica totalemnte satisfeito pela falta do outro lado.



Treinamento auditivo

O sistema auditivo humano é dividido em 2 sub sistemas. O sistema auditivo periférico (ouvido) e o sistema auditivo central (cérebro e vias nervosas). A alteração do sistema auditivo periférico muitas vezes é amenizada com o uso de aparelhos auditivos, porém o sistema auditivo central, ou melhor, processamento auditivo central precisa de muito mais do que um aparelho auditivo. Precisa de treinamento auditivo.

O processamento auditivo central é realizado pelas vias nervosas e pelo cérebro que execultam diversas habilidades auditivas necessárias para a interpretação auditiva. Por isso que para que o deficiênte auditivo tenha uma melhora na compressão, não basta o uso do aparelho auditivo. Necessita-se de um treinamento auditivo.

Com a perda auditiva, o cérebro vai perdendo as habilidades e capacidades auditivas de discriminação, atenção, etc devido a falta de estimulo sonoro recorrente da perda auditiva. Com a adaptação do aparelho auditivo, conseguimos voltar a estimular o cérebro e aos poucos e dependendo de cada organismo, o sistema auditivo central, o processamento auditivo central e as habilidades auditivas podem ser melhoradas. Porém, com o treinamento auditivo, conseguimos esses resultados com mais rapidez e eficiência. Funciona como se fosse uma fisioterapia para as habilidades auditivas. São apresentados diversos estimulos sonoros e o paciente deve fazer diversas tarefas como repetir sequencias sonoras, distinguir um som no meio de outros etc. Com esses exercícios o deficiênte auditivo tem a chance de melhorar a sua compressão e passar a entender melhor em diversas situações.



O sistema auditivo

O sitema auditivo é composto do sistema audutivo periférico e do sistema auditivo central.
Entende-se por sistema auditivo periférico um conjunto de órgãos que são responsáveis pela captação e transmissão do som para as vias auditivas, ou seja, para o sistema auditivo central.
O sistema auditivo periférico é composto pelas 3 orelhas:
- orelha externa: pavilhão auricular e meato acústico externo. Esse conjunto de orgãos são responsáveis pela captação transmissão do som.
- orelha média: membrana timpânica, óssiculos e tuba auditiva. Esse conjunto de orgãos recebem o som da orelha externa e transmitem amplificado o som para a orelha interna.
- orelha interna: cóclea, que é composta por células ciliadas internas e externas que recebem o som e transmitem ele para os nervos e as vias auditivas centrais. Dessa forma o sistema periférico conduz o som até o cérebro, sistema auditivo central.
O sistema auditivo central é composto por vias e nervos auditivos que levam a informação sonora para o cérebro, o qual irá interpretar essa informação sonora e vai fazer com que a pessoa entenda o que esta ouvindo.
Dessa forma os dois sistemas se completam e são chamados de sistema auditivo.



Sinais da perda auditiva

São muitos os sintomas da perda auditiva mas os mais frequentes são:
sensação de que ouve mas não entende
dificuldade em ouvir sons muito baixos
dificuldade de entender em ambientes ruidosos
necessidade de pedir que as pessoas repitam o que estão falando
zumbido no ouvido
isolamento social
dificuldade em ouvir o telefone
assiste TV muito alto

Se você nota que possui algum desses sintomas o mais indicado é procurar um otorrinolaringologista e fazer uma avaliação auditiva com uma Fonoaudióloga.


Serviços encontrados em centro auditivo

Em um centro auditivo, além do aparelho auditivo, você pode encontrar diversos acessórios para pessoas que possuem dificuldade auditiva, como por exemplo, o telefone amplificado. Ele funciona como um telefone normal porém com controle de volume tanto da campainha como do próprio som transmitido, para que o usuário possa aumentar o necessário para ouvir melhor. O telefone amplificado pode ser usado com ou sem o aparelho auditivo.
Também encontra-se no centro auditivo as pilhas / baterias para aparelho auditivo, kits de higienização, desumidificadores todo material para se manter uma boa conservação da sua prótese auditiva.
Hoje em dia os centros auditivos também fazem tampões de ouvido sob medida, tanto para proteger contra a agua como para diminuir o som que chega no ouvido. Esse modelo de tampão auditivo é muito usado por pessoas que praticam natação, por pessoas com otites e infecção no ouvido e também por pessoas com muita sensibilidade sonora.



Otosclerose

Uma das patologias mais comuns do ouvido é a otosclerose. É uma doença genética que atinge e enrijessem os ossículos do ouvido, especificamente o estribo, fazendo com que o som tenha dificuldade de passar e chegue em intensidade menor na cóclea (órgão da audição responsável por receber o som).

Existem cirúrgias nas quais se colocam próteses no lugar do estribo. De imediato o paciente sente uma melhora, porém com o passar do tempo a dificuldade de ouvir volta e o paciente acaba tendo que adaptar um aparelho auditivo.
Pessoas portadoras de otosclerose costuma ter ótimos resultados com o uso de aparelhos auditivos, tendo em vista que a lesão não esta no órgão da audição ( a cóclea) e sim na pasagem do som. Com o aparelho auditivo o som consegue passar em uma intensidade maior e chega em um nível ideal na cóclea fazendo com que o paciente ouça melhor.



O Zumbido

O Zumbido nada mais é do que um ruído interno, o qual não esta no ambiente e sim apenas no ouvido do paciente. O zumbido costuma vir acompanhado da perda auditiva e é muito comum e presente em idosos.
É o resultado da morte das células do ouvido, que fazem com que o deficiente auditivo ouça sons como apitos, chiados, etc.
Muitas vezes o zumbido aparece antes do sintomas da dificuldade de ouvir. Isso porque o paciente já possui a perda auditiva mas ela ainda esta muito no começo e a pessoa não nota.

Nos últimos anos muitos tratamentos para zumbido estão sendo testados. Porém até agora não se encontrou a cura para o zumbido.
Uma boa indicação é o uso de aparelho auditivo quando o zumbido esta associado à perda auditiva que tenha indicação do uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI).
O aparelho auditivo (AASI) irá incrementar os sons do ambiente e com isso o zumbido fica mascarado e escondido por trás dos sons externos. Para muitos pacientes o uso do aparelho auditivo ameniza bastante o zumbido, que na verdade permanece, mas passa despercebido já que o paciente passa a ouvir melhor os sons externos.



Modelos e tecnologia de aparelhos auditivos

Existem muitos tipos de próteses auditivas com diversos recursos e tecnologias.
Levando em consideração o tamanho, os menores aparelhos auditivos são os micro canais (CIC) que ficam totalmente inseridas dentro do conduto auditivo. Um pouco maior que o CIC, temos o modelo intra canal (ITC) que ocupa o conduto auditivo e uma pequena parte da concha do ouvido. A diferença do modelo ITC para o CIC é que o ITC tem uma potência maior.

 

Também temos mais um modelo de aparelho interno que se chama intra auricular (ITE). Esse modelo de AASI preenche o conduto e toda concha auditiva, sendo bastante potente e equivalente ao modelo retro auricular (BTE) que fica atrás do ouvido e possuem um molde que fica inserido dentro do ouvido e conduz o som do aparelho externo ao ouvido.

 

Atualmente existe um novo modelo de aparelho auditivo, um mini BTE, que fica atrás do ouvido e possui um fio que conduz o som até um pequeno receptor que fica totalmente inserido dentro do canal auditivo. Apesar de ser externo, esse modelo de aparelho auditivo é muito discreto e dependendo da anatomia do ouvido fica mais discreto que o próprio CIC.

 

Apesar desses diversos modelos, existe um que deve ser específico para o seu tipo de perda e essa escolha é feita pela Fonoaudióloga de acordo com o resultado da audiometria e com as necessidades do paciente.
Os aparelhos auditivos também variam muito de tecnologia. Existem os analógicos se são basicamente amplificadores de som e os digitais que além de amplificar o som, também o filtra e o trata de acordo com as necessidades do deficiente auditivo.
A tecnologia e os recursos necessários para cada tipo de perda auditiva e para cada paciente é definida após a avaliação auditiva da Fonoaudióloga e uma conversa com o paciente para que o aparelho auditivo possa ter o melhor resultado possível.



Avaliação Auditiva ou Audiometria

A avaliação auditiva, ou audiometria, consiste na medição da menor intensidade de um ruído sonoro que o paciente é capaz de escutar. Essa menor intensidade tem o nome de limiar auditivo e é medido em diversas frequências.
Esses limiares também são medidos com estímulos de fala. Com isso, obtemos os resultados do quanto o paciente esta ouvindo e como ele esta entendendo o que ele esta ouvindo.
Com a audiometria podemos definir a presença ou não da perda auditiva, o grau da perda, o tipo da perda e como esta não só o nível de audição, mas também de compressão do paciente. Todos esses dados são essências para a escolha do modelo de aparelho auditivo.



Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI)

Todas as denominações a cima significam a mesma coisa. O aparelho auditivo é um sistema de amplificação e tratamento do som externo que é conduzido para o ouvido do deficiente auditivo. Existem muitos modelos, marcas, tecnologia e recursos que serão empregados de acordo com a perda auditiva e com as necessidades individuais do paciente.

Os aparelhos auditivos são usados com baterias e pilhas que podem durar de 5 dias até 1 mês dependendo do modelo do AASI.
Todos os modelos de aparelho auditivo amplificam o som, porém existem outros tratamentos dados ao som externo que fazem com que o som chegue mais limpo e claro para o usuário. Esses tratamentos do som são feitos por diversos tipos de recursos que um aparelho auditivo pode ter. Quanto mais recursos o aparelho tiver, melhor será sua qualidade sonora.
Os aparelhos auditivos podem ser digitais ou analógicos, sendo os últimos mais simples.



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