Audição

Tudo sobre como manter a sua audição por muito mais tempo

Sensibilidade Auditiva

Muitas pessoas acreditam que o fato delas serem muito sensíveis aos sons, não tem perda auditiva, mas as perda auditivas neurossensoriais trás como consequência a sensibilidade a sons mais altos, chamamos de recrutamento. Sons de baixa intensidade podem não ser percebidos normalmente, mas sons altos são percebidos com a mesma sensação de intensidade que uma orelha com audição normal.

Por este motivo que é muito importantes pessoas que necessitam de aparelhos auditivos fazerem o teste de recrutamento, para que o aparelho não cause desconforto nenhum.

10 causas da perda auditiva ou surdez

Existem muitos fatores genéticos e externos que podem causar uma deficiência auditiva. Mas enumeramos alguns, ou melhor, 10 fatores mais comuns que causam a dificuldade para ouvir.
1- Envelhecimento do sistema auditivo periférico e/ou central. Esse envelhecimento é um fator natural que acontece com os idosos e tem o nome de Presbiacusia.
2- Doenças genéticas, como a Otosclerose, que consiste no enrijecimento da cadeia ossicular, ou seja, a calcificação dos ossículos da audição.
3- Muitas pessoas, principalmente na infância, sofrem de infecções de ouvido constantes, ou melhor, otites recorrentes. Essas infecções no ouvido, quando não tratadas, afetam e prejudicam os órgãos da audição fazendo com que a pessoa perca a audição.
4- Hoje em dia, com o mundo barulhento que vivemos, o ruído, barulho, são fortes causadores de perda auditiva. Existe uma doença que se se chama PAIR, ou seja, perda auditiva induzida por ruído. Normalmente os indivíduos mais afetados são pessoas que trabalham expostos a muito barulho como metalúrgicos, pessoas que trabalhem com motores, máquinas e mesmo na rua com a exposição do barulho do transito. Também existe a questão de ouvir música alta, com fones de ouvidos e em uma intensidade muito grande. Com o tempo e a exposição contínua aos ruídos, as células do ouvido vão sendo lesadas e por isso é comum hoje em dia vermos pessoas cada vez mais jovens com perda auditiva e usando aparelhos de amplificação sonora individual (AASI), ou seja, aparelho auditivo.
5- O trauma acústico que acontece quando algum barulho ou ruído muito forte acontece perto do ouvido das pessoas e causa uma perda auditiva instantânea, lesando as células da audição. Um bom exemplo é o estourar de uma bomba ou mesmo o barulho de um tiro.
6- Uso de medicamentos que são considerados ototóxicos, ou seja, que prejudicam e causam lesões no sistema auditivo.
7- Meningite, que pode causar sequelas na audição.
8- Perfuração do tímpano, ou perfuração da membrana timpânica, que pode ocorrer devido a otites de repetição que acabam perfurando a membrana timpânica para eliminar secreções que estejam presentes no ouvido médio. A perfuração do tímpano também pode acontecer por meio de objetos introduzidos no ouvido que podem perfurar o tímpano e causar uma perda auditiva.
9- Doenças metabólicas, que afetam o metabolismo do corpo todo, inclusive do sistema auditivo. Uma das mais frequentes é a diabetes.
10- E por fim, alguns tumores benignos ou malignos.



Presbiacusia

A presbiacusia é a diminuição progressiva da audição, devido ao processo de envelhecimento do organismo. Isto pode ocorrer, devido a alguns fatores:
• Genético
• Metabólico
• Vascular
• Ambientais
A presbiacusia ocorre geralmente a partir dos 60 anos de idade, geralmente ocorre a perda maior nas altas frequências, afetando seriamente a capacidade de discriminar as palavras.
A presbiacusia é uma das causas mais comum e frequente de deficiência auditiva localizada na orelha interna. Podendo ser agravada por doenças sistemicas como diabetes, alcoolismo, alterações metabólicas, entre outras.
O tratamento mais efetivo para este tipo de alteração é no uso da prótese auditiva.



Deficiência auditiva

A deficiência auditiva pode ocorrer durante a vida gestacional, no nascimento e após o nascimento, podendo ser hereditária e não hereditária.
A perda auditiva pode ser unilateral ou bilateral, ou seja, de um ou dos dois ouvidos.
A perda pode aparecer de uma forma súbita quando é repentina ou de forma progressiva que vai piorando aos poucos.
A deficiência auditiva pode ser flutuante quando tem fase de melhora e piora ou não flutuante quando é constante a dificuldade auditiva.
A alteração auditiva pode ser denominada de quatro maneiras:
1. Disacusia: que é uma alteração da função auditiva;
2. Hipoacusia: é o termo usado para a diminuição da acuidade auditiva;
3. Surdez:é empregada para designar qualquer tipo de perda de audição, parcial ou total;
4. Anacusia: é a falta ou ausência de audição.
Existe vários grau da deficiência auditiva:
• Leve
• Moderada
• Severa
• Profunda
Para verificar este grau devemos sempre procurar um especialista.



Treinamento auditivo

O sistema auditivo humano é dividido em 2 sub sistemas. O sistema auditivo periférico (ouvido) e o sistema auditivo central (cérebro e vias nervosas). A alteração do sistema auditivo periférico muitas vezes é amenizada com o uso de aparelhos auditivos, porém o sistema auditivo central, ou melhor, processamento auditivo central precisa de muito mais do que um aparelho auditivo. Precisa de treinamento auditivo.

O processamento auditivo central é realizado pelas vias nervosas e pelo cérebro que execultam diversas habilidades auditivas necessárias para a interpretação auditiva. Por isso que para que o deficiênte auditivo tenha uma melhora na compressão, não basta o uso do aparelho auditivo. Necessita-se de um treinamento auditivo.

Com a perda auditiva, o cérebro vai perdendo as habilidades e capacidades auditivas de discriminação, atenção, etc devido a falta de estimulo sonoro recorrente da perda auditiva. Com a adaptação do aparelho auditivo, conseguimos voltar a estimular o cérebro e aos poucos e dependendo de cada organismo, o sistema auditivo central, o processamento auditivo central e as habilidades auditivas podem ser melhoradas. Porém, com o treinamento auditivo, conseguimos esses resultados com mais rapidez e eficiência. Funciona como se fosse uma fisioterapia para as habilidades auditivas. São apresentados diversos estimulos sonoros e o paciente deve fazer diversas tarefas como repetir sequencias sonoras, distinguir um som no meio de outros etc. Com esses exercícios o deficiênte auditivo tem a chance de melhorar a sua compressão e passar a entender melhor em diversas situações.



O sistema auditivo

O sitema auditivo é composto do sistema audutivo periférico e do sistema auditivo central.
Entende-se por sistema auditivo periférico um conjunto de órgãos que são responsáveis pela captação e transmissão do som para as vias auditivas, ou seja, para o sistema auditivo central.
O sistema auditivo periférico é composto pelas 3 orelhas:
- orelha externa: pavilhão auricular e meato acústico externo. Esse conjunto de orgãos são responsáveis pela captação transmissão do som.
- orelha média: membrana timpânica, óssiculos e tuba auditiva. Esse conjunto de orgãos recebem o som da orelha externa e transmitem amplificado o som para a orelha interna.
- orelha interna: cóclea, que é composta por células ciliadas internas e externas que recebem o som e transmitem ele para os nervos e as vias auditivas centrais. Dessa forma o sistema periférico conduz o som até o cérebro, sistema auditivo central.
O sistema auditivo central é composto por vias e nervos auditivos que levam a informação sonora para o cérebro, o qual irá interpretar essa informação sonora e vai fazer com que a pessoa entenda o que esta ouvindo.
Dessa forma os dois sistemas se completam e são chamados de sistema auditivo.



Otosclerose

Uma das patologias mais comuns do ouvido é a otosclerose. É uma doença genética que atinge e enrijessem os ossículos do ouvido, especificamente o estribo, fazendo com que o som tenha dificuldade de passar e chegue em intensidade menor na cóclea (órgão da audição responsável por receber o som).

Existem cirúrgias nas quais se colocam próteses no lugar do estribo. De imediato o paciente sente uma melhora, porém com o passar do tempo a dificuldade de ouvir volta e o paciente acaba tendo que adaptar um aparelho auditivo.
Pessoas portadoras de otosclerose costuma ter ótimos resultados com o uso de aparelhos auditivos, tendo em vista que a lesão não esta no órgão da audição ( a cóclea) e sim na pasagem do som. Com o aparelho auditivo o som consegue passar em uma intensidade maior e chega em um nível ideal na cóclea fazendo com que o paciente ouça melhor.



O Zumbido

O Zumbido nada mais é do que um ruído interno, o qual não esta no ambiente e sim apenas no ouvido do paciente. O zumbido costuma vir acompanhado da perda auditiva e é muito comum e presente em idosos.
É o resultado da morte das células do ouvido, que fazem com que o deficiente auditivo ouça sons como apitos, chiados, etc.
Muitas vezes o zumbido aparece antes do sintomas da dificuldade de ouvir. Isso porque o paciente já possui a perda auditiva mas ela ainda esta muito no começo e a pessoa não nota.

Nos últimos anos muitos tratamentos para zumbido estão sendo testados. Porém até agora não se encontrou a cura para o zumbido.
Uma boa indicação é o uso de aparelho auditivo quando o zumbido esta associado à perda auditiva que tenha indicação do uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI).
O aparelho auditivo (AASI) irá incrementar os sons do ambiente e com isso o zumbido fica mascarado e escondido por trás dos sons externos. Para muitos pacientes o uso do aparelho auditivo ameniza bastante o zumbido, que na verdade permanece, mas passa despercebido já que o paciente passa a ouvir melhor os sons externos.



Cuidados com a audição

Muitos fatores podem prejudicar a audição e causar a perda auditiva. A exposição contínua à ruídos muito fortes pode causar uma perda progressiva da audição. Por isso deve-se evitar essa exposição por muito tempo e se ela for necessária é recomendado o uso de protetores auriculares.
O excesso de cera no ouvido também pode causar uma diminuição da audição pois o cerumen, quando em muita quantidade, pode atrapalhar a passagem do som no ouvido.
A cera é importante em pequena quantidade para proteção dos ouvidos, porém quando em excesso deve ser retirada através de lavagem que só pode ser realizada pelo médico otorrinolaringologista. Essa retirada do cerumen em excesso deve ser feita antes da realização da audiometria no caso de acúmulo excessivo de cera, ou mesmo, na presença de rolha de cera para que o exame tenha o resultado correto.